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LYON-MILAN 0-0


LYON - No estádio Gerland chega um Milan motivado, em plena saúde. Para o desafio contra o Lyon Carlo Ancelotti confirma dez dos onze jogadores que atuaram na vitória contra a Fiorentina e prefere Gilardino no lugar de Inzaghi. Em relação ao Lyon está confirmado o módulo 4-3-3 com Perdetti no lugar de Juninho e Caçapa retornando à função de zagueiro central ao lado de Cris.

Desde os primeiros minutos de jogo o Milan dá a sensação de não querer desbalancear-se, o Lyon avança com Carew ao largo fazendo mover-se centralmente Wiltord que cria algum problema a Kaladze e a Nesta. A primeira ocasião da prova porém é do Milan, Diarra perde a bola no meio-campo e Shevchenko avança em direção a Coupet, mas o goleiro francês não se deixa surpreender no primeiro pau. A ocasião agita o Milan, o ritmo de jogo acentua-se e os rossoneri dão a impressão de querer imprimir cadência decisiva à prova, constrangendo o Lyon a fazer aquilo que talvez seja o mais difícil, defender-se. Os franceses atacados nos espaços sofrem, aos 12’ uma conclusão de Kaká causa calafrios em todo o estádio Gerland e depois de poucos minutos Shevchenko obriga Coupet a uma defesa difícil. O ponto fraco do Lyon é a faixa direita onde Kaká insere-se continuamente levando dificuldades a Cris e Clerc. As bolas mais perigosas na área milanista chegam somente em jogadas de bola parada onde Pedretti imprime trajetórias venenosas, aos 25’ o centrocampista obriga Dida à primeira defesa séria da partida. O Milan sofre um pouco na direita onde Costacurta não consegue agredir com maior continuidade o atacante Malouda, que consegue fazer diversos passes perigosos para a pequena área rossonera. Houllier, assustado com a excessiva liberdade dos centrocampistas rossoneros, após meia-hora de jogo modifica a impostação da sua equipe, levando Tiago a marcar os movimentos de Kaká e aproximando Diarra e Pedretti na frente da defesa. Um movimento que não impede Shevchenko de enfiar-se entre as linhas adversárias aos 44’ e com uma estocada empenhar Coupet que todavia está bem posicionado.

A segunda metade da partida inicia sem nenhuma novidade nas duas formações, o Lyon porém dá a sensação de querer aumentar o ritmo da sua manobra. Aos 10’ de fato os franceses chegam próximo do gol, Kaladze não desempenha bem com Wiltord que aciona Malouda, que mete por baixo para Carew que lança Tiago, mas Serginho salva. Carlo Ancelotti apressa-se em fazer os reparos, inserindo Maldini para combater os avanços de Malouda. No ataque, Inzaghi entra para substituir Gilardino. Houllier responde colocando Fred no lugar de Carew. O Milan não consegue organizar-se e os franceses continuam atacando, porém com conclusões pobres em potência e precisão. A fúria ofensiva do Lyon parece atenuar-se só por volta do 35º minuto quando Serginho e Shevchenko conseguem levantar a equipe com alguns avanços. Aos 38’ porém o Lyon volta a assustar Dida que espalma para fora uma conclusão perigosa de Tiago à distância.
Nos minutos finais Pirlo tem dificuldade em cobrir a sua própria zona de campo em razão de uma certa fadiga e então Ancelotti insere Vogel na tentativa de bloquear os constantes avanços do Lyon, uma mexida que permite ao Milan fechar a prova no resultado de 0 a 0. Tudo adiado para a decisão em San Siro, onde este Lyon deverá ser enfrentado com grandíssima atenção.

LYON-MILAN 0-0

LYON: Coupet; Clerc, Cris, Caçapa, Abidal; Tiago, Diarra, Pedretti (Clement aos 23’ st); Wiltord, Carew (Fred aos 17’ st), Malouda. Reservas:Vercoutre, Muller, Reveillere, Clement, Govou, Benzema, Fred
Técnico: Houllier.

MILAN: Dida; Costacurta (Maldini aos 16’ st), Nesta, Kaladze, Serginho; Gattuso, Pirlo (Vogel aos 40 st), Seedorf; Kakà; Shevchenko, Gilardino (Inzaghi aos 16’ st). Reservas: Kalac, Simic, Maldini,
Jankulovski, Vogel, Rui Costa, Inzaghi.
Técnico: Ancelotti.

ÁRBITRO: Plautz (Aut)
CARTÕES AMARELOS: Costacurta, Tiago
ACRÉSCIMO: 3 min