11 de Agosto de 2019

O MILAN E OS ÚLTIMOS TREQUARTISTI

De Boban a Suso, passando por várias interpretações e formações táticas

O verão de amistosos dos Rossoneri gira em torno das atuações do trequartista. Neste caso, Suso imediatamente destacou-se nesse papel desde julho, no amistoso de Foxborough contra o Benfica, para Marco Giampaolo. A história dos últimos 20 anos do Milan conta que houve alguns trequartisti de ofício, com uma posição clara e definida atrás dos atacantes. Mas também houve os trequartisti de ocasião, que se encontravam nessa posição dependendo das circunstâncias do jogo e das características do adversário. O Milan de Arrigo Sacchi não tinha trequartista, já que Gullit e Donadoni eram dois atacantes externos. O Milan de Fabio Capello jogava no 4-4-2, com Boban e Savicevic pelos lados e Dejan, mais ofensivo, aparecia como segundo atacante pelo lado. O Milan do 16º Scudetto, de 1998/99, começou com 3-4-3 com Ganz e Weah pelos lados de Bierhoff, um sistema de jogo que durou grande parte do campeonato. Nas partidas decisivas, no entanto, tudo mudou, com Leonardo sendo o segundo atacante e com Boban como trequartista. Como um típico trequartista, o campeão croata fez a famosa assistência a George Weah no Juventus 0-2 Milan de maio de 1999.

Nos anos seguintes, Manuel Rui Costa fez esse papel. Um jogador com estilo, um grande finalizador. Um verdadeiro garçom, o português. Mas em torno de sua figura técnica nasceu uma discussão que o levou a jogar na ala direita, como no papel de Suso, a final da Supercopa da Europa vencida pelos Rossoneri por 1 a 0 contra o Porto de Mourinho em Monte Carlo, em agosto de 2003. Uma vitória que veio graças a uma assistência cruzada de Rui para Andriy Shevchenko.

No ano do 18º Scudetto, o Milan jogou com três atacantes na maioria das partidas: Ibra, Robinho e Boateng. Quem era o trequartista e quem eram os atacantes acabava estabelecido nas situações de jogo. Às vezes, Ibra recuava; às vezes, o brasileiro ficava atrás dos atacantes; em outras circunstâncias, era Boateng quem ocupava a posição de trequartista para entrar na grande área mais do que para dar assistências. O mesmo Boateng, após a saída de Ibra, tentou se reinventar, com resultados mistos, como um trequartista na camisa 10. O último trequartista rossonero adaptado tinha sido Keisuke Honda, no início da temporada 2015/16, mas o japonês sentia-se como ala destro de 4-4-2, e nesse papel ele fez coisas melhores durante a temporada.

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