História

A primeira sede do time foi estabelecida na 'Fiaschetteria Toscana' na Via Berchet em Milão, em 1899

“Seremos um time de diabos. Nossas cores são o vermelho, como fogo, e o preto, para causar medo em nossos oponentes!” Essas foram as palavras usadas por Herbert Kilpin na fundação do AC Milan, em 16 de dezembro de 1899. Apenas um ano e meio depois, os Rossoneri se tornaram campeões da Itália pela primeira vez, após baterem o Genoa por 3-0 em Ponte Carrega, em 5 de maio de 1901.

A primeira comemoração aconteceu na sede do Milan, a Fiaschetteria Toscana na Via Berchet, em Milão, em 1899. Palavras, lugares e datas que marcam o nascimento da gloriosa história rossonera. Um Clube que contribuiu muito para o mundo do futebol - tanto que o Milan teve a maior quantidade de títulos internacionais reconhecidos pela FIFA de dezembro de 2007 a fevereiro de 2014.
A história rossonera é lendária, assim como os homens que ajudaram a escrevê-la - sejam presidentes, técnicos ou jogadores. Houve tantas figuras históricas, do inglês Alfred Edwards, sob quem o Clube ganhou a liga pela primeira vez, e Andrea Rizzoli, o primeiro presidente do Milan e de um time italiano a vencer a Copa da Europa em 1963, em Wembley, até Silvio Berlusconi, o presidente de mais sucesso na Itália, na Europa e no mundo.

Também é possível reconhecer um grande clube por sua peculiar cultura de jogo, pelo estilo que ele promove, por como ele se porta, pela motivação inovadora de seus líderes. Não é coincidência que várias vitórias dos Rossoneri, em várias eras e em diferentes décadas, deram origem a novas visões de como o futebol deve ser praticado. E quem se senta no banco do Milan é chave para uma coisa: todos os maiores técnicos do futebol italiano conduziram os Rossoneri. Gipo Viani, Nereo Rocco e Nils Liedholm trilharam o caminho para Arrigo Sacchi, Fabio Capello e Carlo Ancelotti - este último trio herdou legados incríveis e buscou jogar um futebol moderno e espetacular.

Durante os anos históricos da presidência de Berlusconi, Arrigo Sacchi teve enorme sucesso e inovou não só graças a grandes jogadores, mas também ao que pode ser considerado como um homem a mais: o Jogo que ele praticou. Fabio Capello assumiu dando continuidade à cultura vencedora. Sob seu comando, o Milan ganhou um Scudetto, duas Copas da Europa, duas Supercopas da Europa e duas Copas Intercontinentais, vencendo todas as finais disputadas. E foi esse homem a mais, o Jogo, que extraiu o melhor dos talentos individuais e levou três rossoneri aos três primeiros lugares no Ballon d’Or de 1988 (Van Basten, Gullit e Rijkaard) e 1989 (Van Basten, Baresi e Rijkaard).

Sob Capello, o Milan foi dominante na Itália, ganhando quatro Scudettos em cinco temporadas. Contudo, seu sucesso não se limitou a feitos caseiros. O time continuou uma grande potência europeia. Os Rossoneri disputaram três finais seguidas da Champions League, de 1993 a 1995, com a conquista de 1994, em Atenas, contra o Barcelona, votada como ‘Partida do Século’ por torcedores do Milan no referendo do Centenário do Clube. Tal era a força dos Rossoneri de Don Fabio que o time ficou 58 jogos sem perder entre maio de 1991 e março de 1993, enquanto Sebastiano Rossi passou 929 minutos sem sofrer um gol durante a temporada 1993/94. Além disso, o Diavolo conquistou seus três títulos da liga, de 1992 a 1994, sem um pênalti sequer marcado a seu favor.

Após o período de Capello e depois do Scudetto vencido por Alberto Zaccheroni em sua primeira temporada no Clube e da curta passagem de Fatih Terim, o bastão foi passado a Carlo Ancelotti. O italiano tinha a missão de reproduzir o sucesso dos ‘Imortais’ (de Arrigo Sacchi), do qual ele fez parte, e dos ‘Invencíveis’ de Fabio Capello. Com o Rei Carlo no comando, foi preciso criar espaço na sala de troféus. Em cinco temporadas, Ancelotti venceu duas vezes a Champions League e também alcançou a final, semifinais e quartas de final em outras três campanhas europeias.

Na temporada 2009/10, o técnico Ancelotti foi substituído por Leonardo. Ele continuou como técnico do Milan após 13 temporadas no Clube. Inicialmente como jogador, depois como diretor da Fondazione Milan e também no setor técnico. Depois de Leonardo veio Massimiliano Allegri, que teve um time fantástico à disposição para a temporada 2010/11 graças a Ibrahimovic, Robinho e Boateng juntando-se ao clube em agosto de 2010, e mais reforços que chegaram em janeiro de 2011. Sob o comando de Allegri, o Milan conquistou seu 18º Scudetto e a sexta Supercopa Italiana, vencida contra a Inter em agosto de 2011, no Ninho do Pássaro, em Pequim. Após duas temporadas e meia, período no qual o Milan terminou em segundo e terceiro na Serie A, Clarence Seedorf assumiu o cargo de treinador. Era outro homem que havia brilhado com a camisa rossonera. Com Seedorf, o Milan conquistou 35 pontos na segunda metade da temporada 2013/14.

Depois de anotar gols nas três finais do Milan em 2007, contra Liverpool, Sevilla e Boca Juniors, Filippo Inzaghi assumiu o Time Principal em 2014/15. Antes disso, ele levou o Primavera ao título da Copa Viareggio  em fevereiro de 2014. Em 2015/16, Sinisa Mihajlovic começou a temporada no comando e levou o time à final da Copa da Itália antes de Cristian Brocchi ser promovido do Primavera para substituí-lo no fim da temporada. Em 2016/17, a hierarquia do Clube queria mais uma vez virar a página e apontou Vincenzo Montella como novo técnico rossonero. Ele levou  time ao título da Supercopa Italiana contra a Juventus, em 23 de dezembro de 2016, com o Milan vencendo nos pênaltis em Doha. Rino Gattuso foi o próximo a tomar as rédeas, em 27 de novembro de 2017 - já um ícone rossonero após levantar 10 troféus entre 2002 e 2011 (cinco na Itália e cinco no palco internacional). O ex-meio-campista levou o Clube à final da Copa da Itália e garantiu a classificação para a Europa League em duas ocasiões.

A relação entre Gattuso e a Casa Milan - que se tornou a nova sede dos Rossoneri no início da temporada 2013/14 - foi encerrada de maneira mútua em maio de 2019. Coube à diretoria, composta por Zvonimir Boban e Paolo Maldini, escolher o novo técnico do Clube. Eles optaram por Marco Giampaolo, que fez sua estreia como rossonero neste verão, durante a International Champions Cup de 2019.

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